quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Jackson do Pandeiro - Discografia

Jackson do Pandeiro
*31/08/1919 Alagoa Grande PB
+10/07/1982 Brasília DF

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Silva Gomes Filho , foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrastapé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros. Também conhecido como O Rei do Ritmo.
Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma cantadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.
Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.
Somente em 1953, com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: "Forró em Limoeiro", rojão composto por Edgar Ferreira.
Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque, com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.
No Rio de Janeiro, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana" e "Um a Um". Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.
O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.
Durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, em 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB. Hoje seus restos mortais se encontram na sua terra natal (Alagoa Grande) localizado não no cemitério local, mas sim em um memorial preparado em sua homenagem pelo povo alagoagrandense.

Jackson do Pandeiro, the artistic name of José Silva Gomes Filho, was a singer and composer of forró and samba, as well as his various subgenres, to mention: baião, xote, xaxado, coco, dragtapé, cuadrilha, marcha, frevo, among others . Also known as The King of Rhythm.
Paraibano de Alagoa Grande, Jackson was born on August 31, 1919, with the name of José Gomes Filho. He was the son of a coconut singer, Flora Mourão, who gave him his first instrument: the tambourine.
His stage name was born of a nickname he gave himself: Jack, inspired by a good guy from western movies, Jack Perry. The transformation to Jackson was a suggestion by a radio program director. He said it would be louder and would have more effect when it was to be announced.
Only in 1953, at the age of thirty-five, did Jackson record his first major hit, "Sebastiana," by Rosil Cavalcanti. Shortly after, another great hit came out: "Forró em Limoeiro", rojão composed by Edgar Ferreira.
It was on the radio station in Pernambuco that he met Almira Castilho de Albuquerque, whom he married in 1956, living with her until 1967. After twelve years of living together, Jackson and Almira separated and he married Neuza Flores dos Anjos from Bahia. Who also separated shortly before his death.
In Rio de Janeiro, already working on National Radio, Jackson achieved great success with "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana" and "Um a Um". Critics were shocked by Jackson's ability to sing the most diverse musical genres: baião, coconut, samba-coco, rojão, and carnival marches.
The fact of having touched so much time in the cabarets has improved its jazz capacity. Also its famous is its way of dividing the music, and it is said that the own João Gilberto learned to divide with him. Many consider him the greatest rhythmist in the history of Brazilian Popular Music and, along with Luiz Gonzaga, was one of the main responsible for the nationalization of songs born among the people of the Northeast. His discography includes more than 30 albums released in LP format. From his first recording, "Forró em Limoeiro", in 1953, until the last album, "That's who is Forró!" Of 1981, were 29 years of artistic career, having gone through numerous record companies.
During a tour undertaken by the country, Jackson do Pandeiro, who had been diabetic since the 1960s, died at the age of 62 on July 10, 1982, in the city of Brasilia, due to complications of pulmonary and cerebral embolism. He had participated in a show in the city a week before and the next day spent badly at the airport before embarking for Rio de Janeiro. He was hospitalized at Saint Lucia Health House. He was buried on July 11, 1982 in the Cajú Cemetery, in the city of Rio de Janeiro, with the presence of popular musicians and composers, without the presence of any MPB medallion. Today his remains are in his native land (Alagoa Grande) located not in the local cemetery, but in a memorial prepared in his honor by the people of Alagoagrandense.

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