segunda-feira, 16 de março de 2020

Marisa Monte - Discografia

Marisa de Azevedo Monte nasceu no Rio de Janeiro no dia 1 de julho de 1967, é uma cantora, compositora, instrumentista e produtora musical brasileira de MPB e samba.
Marisa já vendeu mais de 10 milhões de álbuns e ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais, incluindo quatro Grammy Latino, sete Vídeo Music Brasil, nove Prêmio Multishow de Música Brasileira, cinco APCA e seis Prêmio TIM de Música.
Marisa é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como uma das maiores cantoras do Brasil. Ela também tem dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 melhores discos da música brasileira.

Marisa de Azevedo Monte was born in Rio de Janeiro on July 1, 1967, he is a singer, songwriter, musician and record producer Brazilian MPB and samba.
Marisa has sold over 10 million albums and won numerous national and international awards, including four Grammy Latino seven Video Music Brazil nine Multishow Prize for Brazilian Music, APCA five-six TIM Music Award.
Marisa is considered by Rolling Stone Brazil as one of the greatest singers of Brazil. It also has two albums (MM and Green, Anil, Yellow, Pink, Rose and Charcoal) in the list of 100 best albums of Brazilian music.
               
1989 - MM
1991 - Mais
1994 - Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão
1996 - Barulhinho Bom
2000 - Memórias Crônicas e Declarações de Amor
2002 - Tribalistas             
2006 - Infinito Particular              
2006 - Universo ao Meu Redor                
2011 - O que Você quer Saber de Verdade     
2014 - Verdade Uma Ilusão

sexta-feira, 6 de março de 2020

Regional Do Canhoto - Discografia Completa

Waldiro Frederico Tramontano (Canhoto do Cavaco)
* 1908 
+ 1987

Waldiro Frederico Tramontano (Canhoto do Cavaco) nasceu em 1908, no Rio de Janeiro, e foi um dos nomes mais importantes do cavaquinho brasileiro. Se Waldir Azevedo colocou o cavaquinho em lugar de destaque nos conjuntos de Choro, porque passou de instrumento acompanhador para solista, é o Canhoto o pilar central da escola do cavaco centro na música brasileira, principalmente o samba e o choro. Canhoto protagonizou, também, a história da criação dos conjuntos regionais, a formação instrumental que acompanhou a música brasileira ao longo de décadas. O regional surgiu dos trios de choro, formados por flauta, violão e cavaquinho, que alegravam as noites cariocas do final do século XIX e início do século XX. Foi na década de 1920, com o surgimento das gravações elétricas e do rádio, que se iniciou o processo de consolidação dos regionais. Como os programas do rádio eram ao vivo, os músicos que acompanhavam os cantores tinham que ser muito habilidosos, além de terem bom ouvido, e capacidade de tocar qualquer música sem ensaio, bastando, para tanto, saber o tom e combinar algum pequeno arranjo ou introdução. Os chorões eram excelentes nisso tudo, além, é claro, dos espetáculos que proporcionavam quando tocavam seus repertórios de choro. Foi assim, então, que o choro e os regionais ficaram muito próximos do samba e de outros gêneros da música brasileira que tocavam nos rádios. No início, a coisa funcionava mais ou menos assim: flauta, bandolim ou clarineta faziam a introdução e davam o tom para o cantor; cavaquinho e dois violões faziam harmonias e contracantos em terças ou sextas, e um discreto pandeiro marcava o ritmo ao fundo. Esse foi o embrião do regional. Foi em 1930 que surgiu o Gente do Morro, liderado pelo flautista Benedito Lacerda, e que tinha nosso Canhoto no cavaquinho. Desde o início, o Gente do Morro, que em 1934 passou a se chamar Regional de Benedito Lacerda, destacava-se no cenário musical brasileiro pela qualidade.

Em 1937, dois violões vieram engrandecer ainda mais o regional: Dino e Meira. Junto com Canhoto, eles formaram o mais importante núcleo de acompanhamento da música brasileira. O modelo de acompanhamento do regional tinha dois violões e cavaquinho, e distribuía as funções entre esses instrumentos: um dos violões fazia os acordes na região médio-aguda do instrumento, e o outro (ambos tinham seis cordas) fazia a baixaria. O cavaquinho fazia levadas rítmicas variadas, consagradas pela atuação brilhante do Canhoto, e o pandeiro passou a ter maior destaque. No final da década de 1940, juntou-se ao regional o saxofone de Pixinguinha, e disso resultaram os célebres contrapontos feitos por ele à flauta de Benedito Lacerda. Na década de 1950, com a saída de Benedito Lacerda, Canhoto assumiu a liderança do regional, e chamou Altamiro Carrilho para solista oficial do grupo. Então, durante anos, o Regional do Canhoto era: Altamiro Carrilho na flauta, Canhoto no cavaquinho, Dino e Meira nos violões, Orlando Silveira no acordeom e Gilson de Freitas no pandeiro. Posteriormente, saiu Gilson de Freitas e entrou Jorginho do Pandeiro. Em sua última formação, o flautista Carlos Poyares era o solista do regional. Essa formação se manteve até a década de 1980, com a morte de Meira e Canhoto. A formação instrumental dos regionais, de cuja história Canhoto é protagonista, confirma-se cada vez mais como a formação por excelência do Choro e do samba. Canhoto, por sua vez, é a referência fundante do cavaquinho acompanhador da música brasileira. O disco da postagem de hoje, embora não tenha ficha técnica, pela história do regional e pela data do disco (1960), tem Poyares na flauta, Orlando Silveira no acordeom, Dino, Meira, Canhoto e Jorginho. Ou seja, a nata da fina-flor do Choro brasileiro.


Waldiro Frederico Tramontano (Canhoto do Cavaco)
* 1908 
+ 1987

Waldiro Frederico Tramontano (Canhoto do Cavaco) was born in 1908, in Rio de Janeiro, and was one of the most important names in the Brazilian cavaquinho. If Waldir Azevedo placed the cavaquinho in a prominent place in the Choro ensembles, because it went from being an accompanying instrument to a soloist, Canhoto is the central pillar of the school of the center in Brazilian music, especially samba and choro. Canhoto also played a leading role in the history of the creation of regional ensembles, the instrumental formation that accompanied Brazilian music for decades. The regional emerged from the trios de choro, formed by flute, guitar and cavaquinho, which cheered up the Rio nights of the late 19th and early 20th centuries. It was in the 1920s, with the appearance of electrical recordings and radio, that the process of consolidating the regionals began. As the radio programs were live, the musicians who accompanied the singers had to be very skillful, in addition to having a good ear, and the ability to play any song without rehearsal, just knowing the tone and combining some small arrangement or introduction. The chorões were excellent in all this, in addition, of course, to the shows they provided when playing their choro repertoires. It was in this way, then, that choro and regionals became very close to samba and other genres of Brazilian music that played on the radio. In the beginning, it worked something like this: flute, mandolin or clarinet made the introduction and set the tone for the singer; cavaquinho and two guitars used to harmonize and counter-sing on Tuesdays or Fridays, and a discreet tambourine marked the rhythm in the background. That was the embryo of the regional. It was in 1930 that the Gente do Morro appeared, led by the flutist Benedito Lacerda, and that had our Canhoto in the cavaquinho. From the beginning, the Gente do Morro, which in 1934 changed its name to Regional de Benedito Lacerda, stood out in the Brazilian music scene for its quality.

In 1937, two guitars made the regional one even bigger: Dino and Meira. Together with Canhoto, they formed the most important nucleus for accompanying Brazilian music. The regional accompaniment model had two guitars and cavaquinho, and distributed the functions among these instruments: one of the guitars made the chords in the middle-high region of the instrument, and the other (both had six strings) made the bass. The cavaquinho performed varied rhythmic takes, consecrated by Canhoto's brilliant performance, and the tambourine became more prominent. At the end of the 1940s, Pixinguinha's saxophone joined the regional, and this resulted in the famous counterpoints made by him to Benedito Lacerda's flute. In the 1950s, with the departure of Benedito Lacerda, Canhoto assumed the leadership of the regional, and called Altamiro Carrilho as the group's official soloist. Then, for years, the Regional do Canhoto was: Altamiro Carrilho on the flute, Canhoto on the cavaquinho, Dino and Meira on the guitars, Orlando Silveira on the accordion and Gilson de Freitas on the tambourine. Later, Gilson de Freitas left and Jorginho do Pandeiro entered. In his last formation, the flutist Carlos Poyares was the soloist of the regional. This formation continued until the 1980s, with the death of Meira and Canhoto. The instrumental formation of the regionals, whose history Canhoto is the protagonist, is increasingly confirmed as the formation par excellence of Choro and samba. Canhoto, in turn, is the founding reference of the cavaquinho that accompanies Brazilian music. Today's post disc, although it has no technical file, due to the regional history and the date of the disc (1960), has Poyares on the flute, Orlando Silveira on the accordion, Dino, Meira, Canhoto and Jorginho. In other words, the cream of the fine flower of Brazilian Choro.

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segunda-feira, 2 de março de 2020

Carmen Miranda - Discografia

Maria do Carmo Miranda da Cunha (Carmem Miranda)
* Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909 
+ Beverly Hills, 5 de agosto de 1955

Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz brasileira, de nacionalidade portuguesa, mas radicada no Brasil desde os dez meses de idade. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a 15ª maior voz da música brasileira, sendo um ícone e símbolo internacional do Brasil no exterior. É irmã da atriz e cantora Aurora Miranda.

Apelidada de "Brazilian Bombshell", Miranda é conhecida por seus exóticos figurinos e chapéu com frutas que ela costumava usar em seus filmes estadunidenses, que fez deles sua marca registrada. Ainda jovem, ela aprendeu a fazer chapéus em uma boutique antes de gravar seu primeiro álbum com o compositor Josué de Barros em 1929. A gravação de Ta-hí (Pra Você Gostar De Mim), escrita por Joubert de Carvalho, a levou ao estrelato no Brasil como a principal intérprete do samba na década de 1930. Na época ela se tornou a primeira artista a assinar um contrato de trabalho com uma emissora de rádio no país.

Seu crescente sucesso na indústria fonográfica lhe garantiu um lugar nos primeiros filmes sonoros lançados nos anos 1930. Carmen Miranda participou de cinco musicais carnavalescos lançados nesse período como Alô, Alô, Brasil (1935) e Alô, Alô, Carnaval (1936). Em 1939, ela apareceu pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente, no filme Banana da Terra, dirigido por Ruy Costa. O musical apresentava clássicos como O que é que a baiana tem?, que lançou Dorival Caymmi no cinema.

Em 1939, o produtor da Broadway, Lee Shubert, ofereceu a Miranda um contrato de oito semanas para se apresentar em The Streets of Paris depois de vê-la no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ela fez sua estreia no cinema estadunidense no filme Serenata Tropical, ao lado de Don Ameche e Betty Grable. Naquele ano, Miranda foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, e foi convidada para se apresentar junto com seu grupo, o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt na Casa Branca. Carmen Miranda chegou a ser a mulher mais bem paga dos Estados Unidos segundo o Departamento do Tesouro Americano.

Ela fez um total de catorze filmes nos EUA entre a década de 1940 e década de 1950, nove deles somente na 20th Century Fox. Embora aclamada como uma artista talentosa, sua popularidade diminuiu até o final da Segunda Guerra Mundial. O seu talento como cantora e performer, porém, muitas vezes foi ofuscado pelo caráter exótico de suas apresentações. Miranda tentou reconstruir sua identidade e fugir do enquadramento que seus produtores e a indústria tentavam lhe impor, mas sem conseguir grandes avanços. Sua imagem se tornou a personificação de um exotismo latino-americano genérico que foi abraçado como singular e peculiar pelo público dos EUA e rejeitado como inautêntico e paternalista por brasileiros. De fato, por todos os estereótipos que enfrentou ao longo de sua carreira, suas apresentações fizeram grandes avanços na popularização da música brasileira, ao mesmo tempo, abrindo o caminho para o aumento da consciência de toda a cultura Latina.

Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a ser convidada a imprimir suas mãos e pés no pátio do Grauman's Chinese Theatre, em 1941. Ela também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama. A sua figura, para muito além da música, seria uma influência permanente na cultura brasileira, da Tropicália ao cinema.

Em 20 anos de carreira ela deixou sua voz registrada em 279 gravações somente no Brasil e mais 34 nos EUA, num total de 313 canções. Um museu foi construído mais tarde no Rio de Janeiro, em sua homenagem. Em 1995, ela foi tema do aclamado documentário Carmen Miranda: Bananas is my Business, dirigido por Helena Solberg, e uma interseção no cruzamento da Hollywood Boulevard e Orange Drive em frente ao Teatro Chinês em Hollywood foi oficialmente nomeada "Carmen Miranda Square", em setembro de 1998. Até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela.

Maria do Carmo Miranda da Cunha (Carmem Miranda)
* Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909 
+ Beverly Hills, 5 de agosto de 1955

Maria do Carmo Miranda da Cunha, better known as Carmen Miranda, was a Brazilian singer and actress, of Portuguese nationality, but living in Brazil since she was ten months old. His artistic career took place in Brazil and the United States between the 1930s and 1950s. He worked on radio, magazine theater, cinema and television. It was considered by Rolling Stone magazine as the 15th largest voice in Brazilian music, being an international icon and symbol of Brazil abroad. She is the sister of actress and singer Aurora Miranda.

Nicknamed "Brazilian Bombshell", Miranda is known for her exotic costumes and hat with fruits that she used to wear in her American films, which made them her trademark. Still young, she learned to make hats in a boutique before recording her first album with the composer Josué de Barros in 1929. The recording of Ta-hí (Pra Você Gostar De Mim), written by Joubert de Carvalho, led to her stardom. in Brazil as the main interpreter of samba in the 1930s. At the time she became the first artist to sign a work contract with a radio station in the country.

His growing success in the music industry guaranteed him a place in the first sound films released in the 1930s. Carmen Miranda participated in five carnival musicals launched in that period, such as Alô, Alô, Brazil (1935) and Alô, Alô, Carnaval (1936). In 1939, she appeared for the first time characterized as a Bahian, a character who launched her internationally, in the film Banana da Terra, directed by Ruy Costa. The musical featured classics such as What does the Bahian woman have ?, which launched Dorival Caymmi in the cinema.

In 1939, Broadway producer Lee Shubert offered Miranda an eight-week contract to perform at The Streets of Paris after seeing her at Cassino da Urca in Rio de Janeiro. The following year, she made her American film debut in the film Serenata Tropical, alongside Don Ameche and Betty Grable. That year, Miranda was voted the third most popular personality in the United States, and was invited to perform with her group, Bando da Lua, for President Franklin Roosevelt at the White House. Carmen Miranda became the highest paid woman in the United States according to the US Treasury Department.

She made a total of fourteen films in the US between the 1940s and 1950s, nine of them only on the 20th Century Fox. Although acclaimed as a talented artist, her popularity waned until the end of World War II. Her talent as a singer and performer, however, was often overshadowed by the exotic character of her performances. Miranda tried to reconstruct her identity and escape the framework that her producers and the industry were trying to impose on her, but without making great progress. His image became the embodiment of a generic Latin American exoticism that was embraced as singular and peculiar by the US public and rejected as inauthentic and paternalistic by Brazilians. In fact, due to all the stereotypes that he faced throughout his career, his presentations made great advances in the popularization of Brazilian music, at the same time, opening the way for the increase of awareness of the entire Latin culture.

Carmen Miranda was the first Latin American artist to be invited to print her hands and feet in the courtyard of Grauman's Chinese Theater, in 1941. She also became the first South American artist to be honored with a star on the Walk of Fame. His figure, far beyond music, would be a permanent influence on Brazilian culture, from Tropicália to cinema.

In 20 years of career she left her voice recorded in 279 recordings in Brazil alone and another 34 in the USA, for a total of 313 songs. A museum was later built in Rio de Janeiro, in his honor. In 1995, it was the subject of the acclaimed documentary Carmen Miranda: Bananas is my Business, directed by Helena Solberg, and an intersection at the intersection of Hollywood Boulevard and Orange Drive in front of the Chinese Theater in Hollywood was officially named "Carmen Miranda Square" in September 1998. To date, no Brazilian artist has had as much international prominence as she.


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Roberto Ribeiro - 14 Discos

* 20/7/1940 Campos, RJ
+ 8/1/1996 Rio de Janeiro, RJ

Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro, nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 20 de julho de 1940 e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 8 de janeiro de 1996. 
Foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. 
Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960. 
De voz bem timbrada e enxuto fraseado, seu repertório incluíam sambas de todos os tipos, como afoxés, ijexás, maracatus e outros ritmos africanos. 
Tem mais de 20 discos gravados, com sucessos populares como as canções "Acreditar", "Estrela de Madureira", "Todo Menino É um Rei", "Vazio", "Malandros Maneiros", "Fala Brasil" e "Amor de Verdade".

Biografia

Filho de Antônio Ribeiro de Miranda (um jardineiro) e Júlia Maciel Miranda, Roberto, apesar de não ter nascido no Rio de Janeiro, era um carioca típico, apaixonado por futebol e samba. Aos nove anos de idade, trabalhava como entregador de leite. Naquele tempo, já frequentava a Escola de Samba Amigos da Farra, da cidade de Campos dos Goytacazes, e participava das festas do tradição "Boi Pintadinho".
Ele foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras (Cruzeiro e Rio Branco), ele se tornou goleiro do Goytacaz Futebol Clube. Era conhecido pelo apelido de "Pneu". Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca.
Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da Rádio Mauá, do Rio de Janeiro. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria da Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no Carnaval de 1971.
Ele aceitou, mas se afastou nos dois carnavais seguintes para gravar seus primeiros discos como cantor. A partir de 1974, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da Império, defendendo a agremiação até o Carnaval de 1981. Dentre os grandes destaques nos desfiles cariocas, estão os sambas-enredo "Brasil, Berço dos Imigrantes", de 1977 (feito em parceria com o cunhado Jorge Lucas), e em "Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias", de 1979 (parceria com Jorge Lucas e Edson Passos).
Sua carreira como cantor ganhou impulso a partir de 1972 com gravações de três compactos em parceria com Elza Soares pela Odeon. Satisfeita com o sucesso dos compactos, o selo lançou o LP "Elza Soares e Roberto Ribeiro - Sangue, Suor e Raça". No ano seguinte, Roberto gravou um LP, "Simone et Roberto Ribeiro - Brasil Export 73 Agô Kelofé", junto com a Simone, lançado pela Odeon exclusivamente para o mercado externo. Naquele mesmo ano de 1973, lança o primeiro álbum solo, "Roberto Ribeiro".
Em 1975, a mesma gravadora lançou o compacto duplo "Sucessos 4 sambas", no qual Roberto Ribeiro interpretou "Leonel/Leonor" (de Wilson Moreira e Neizinho). Ainda neste ano, foi lançado o disco "Molejo", que despontou com os sucessos "Estrela de Madureira" (de Acyr Pimentel e Cardoso) e "Proposta amorosa" (de Monarco) e chamou a atenção da crítica. No ano seguinte, foi lançado "Arrasta Povo", LP que destacou mais dois grandes sucessos nas rádios de todo o Brasil: "Tempo Ê" (de Zé Luiz e Nelson Rufino) e "Acreditar" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).
Gravou em 1977 o LP "Poeira Pura", onde se destacou "Liberdade" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho). Um ano depois, foi lançado o álbum "Roberto Ribeiro", que o colocou outra vez nas lista dos discos mais vendidos, puxado pelos sucessos "Todo menino é um rei" (de Nelson Rufino e Zé Luiz), "Amei demais" (de Flávio Moreira e Liette de Souza), "Isso não são horas" (de Catoni, Chiquinho e Xangô da Mangueira) e "Meu drama (Senhora tentação)" (de Silas de Oliveira e J. Ilarindo) - esta incluída também na trilha sonora da novela "Pai Herói", da Rede Globo. Em 1979, foi a vez do lançamento do LP "Coisas da Vida", que teve entre as mais tocadas "Vazio" (de Nelson Rufino), também conhecida na época como "Está faltando uma coisa em mim", e "Partilha" (de Romildo e Sérgio Fonseca).[carece de fontes]
No início da década de 1980, Roberto gravou "Fala meu povo". Neste LP, de 1980, constavam algumas composições de sua autoria como "Vem" (parceria com Toninho Nascimento) e sucessos como "Só chora quem ama" (de Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Quem lucrou fui eu" (Monarco). Em 1981, foi lançado "Massa, raça e emoção", com o sucesso "Santa Clara Clareou" (de Zé Baiano do Salgueiro).
Em 1 de maio de 1981 realiza participação no especial da TV Globo: Grandes Nomes - Luiz Gonzaga Jr., no qual canta em parceria com o homenageado (Gonzaguinha) as seguintes músicas: Fala Brasil e E Vamos A Luta (de autoria do Próprio Gonzaguinha).
Em 1983, foi lançado o disco "Roberto Ribeiro", com o sucesso "Algemas" (parceria com Toninho Nascimento). Em 1984, no seu LP "De Palmares ao tamborim", obteve êxito com "Lágrima Morena" (outra parceria sua com Toninho Nascimento). Naquele ano participou do disco "Partido alto nota 10", de Aniceto do Império, no qual interpretaram em dueto a faixa "Chega Devagar", de autoria de Aniceto do Império.
Em 1985, foi lançado o LP "Corrente de Aço", que contou com a participação de Chico Buarque de Hollanda na música "Quem te viu, quem te vê" (do próprio Chico) e de Nei Lopes, em "Malandros maneiros" (Nei Lopes e Zé Luiz). Em 1987, Roberto Ribeiro gravou o disco "Sorri pra Vida", obtendo sucesso com a faixa "Ingrata Paixão" (de Mauro Diniz, Adílson Victor e Ratinho) e, um ano depois, "Roberto Ribeiro", que contou com a participação especial de Alcione na faixa "Mel pra minha dor" (de Nelson Rufino e Avelino Borges) e do Grupo Raça, em "Malandro mais um" (de Ronaldinho e Carlos Moraes).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
Um ano antes, em 1995, a EMI-Odeon lançou a coletânea "O Talento de Roberto Ribeiro", na qual compilou 22 sucessos de seus vários discos. Roberto participara ainda naquele ano do disco-homenagem "Clara Nunes com Vida", produzido por Paulo César Pinheiro, no qual interpretou (com sua voz acrescida posteriormente) um dueto com Clara Nunes, "Coisa da Antiga" (de Wilson Moreira e Nei Lopes).
Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título "Dez anos de saudade".


* 20/7/1940 Campos, RJ
+ 8/1/1996 Rio de Janeiro, RJ

Dermeval Miranda Maciel, better known as Roberto Ribeiro, was born in Campos dos Goytacazes on July 20, 1940 and died in Rio de Janeiro on January 8, 1996.
He was a singer and puller of Brazilian samba-plot.
Serrano Empire sambista, Roberto Ribeiro has built a respectable career as a performer and composer since the second half of the 1960s.
With a well-timed voice and lean phrasing, his repertoire included sambas of all kinds, such as afoxés, ijexás, maracatus and other African rhythms.
He has more than 20 albums recorded, with popular hits such as the songs "Believe", "Star of Madureira", "Every Boy Is a King", "Empty", "Malandros Maneiros", "Speak Brazil" and "Real Love" .

Biography

The son of Antonio Ribeiro de Miranda (a gardener) and Julia Maciel Miranda, Roberto, although not born in Rio de Janeiro, was a typical carioca, passionate about soccer and samba. At age nine, he worked as a milk boy. At that time, he was already attending the Amigos da Farra Samba School, in the city of Campos dos Goytacazes, and participated in the "Boi Pintadinho" tradition parties.
He was a professional soccer player in his hometown. After stints at amateur teams (Cruzeiro and Rio Branco), he became goalkeeper of Goytacaz Futebol Clube. It was known by the nickname "Tire". In 1965, Roberto moved to the city of Rio de Janeiro in search of a place in a large carioca club.
He started training at Fluminense, but eventually gave up his career and started working with music, performing on the program "A Hora do Trabalho", by Radio Mauá, in Rio de Janeiro. Her performance caught the attention of composer Liette de Souza (who would later become his wife), sister of composer Jorge Lucas. She decided to introduce him to the sambistas of the Serrano Empire and Roberto started to attend the samba wheels of the traditional Madureira school. The Empire board invited him to be the school's samba-puller at the 1971 Carnival. 
He accepted, but moved away for the next two carnivals to record his first albums as a singer. From 1974, Roberto Ribeiro established himself as an official puller of the Empire, defending the association until the Carnival of 1981. Among the great highlights in the carioca parades are the sambas "Brasil, Berço dos Imigrantes" plot (1977). in partnership with brother-in-law Jorge Lucas), and in "Wonderful Municipal, 70 Years of Glories", 1979 (partnership with Jorge Lucas and Edson Passos).
His singing career gained momentum from 1972 with recordings of three singles in partnership with Elza Soares for Odeon. Satisfied with the success of the compact, the label released the LP "Elza Soares and Roberto Ribeiro - Blood, Sweat and Race". The following year, Roberto recorded an LP, "Simone et Roberto Ribeiro - Brazil Export 73 Agô Kelofé", together with Simone, released by Odeon exclusively for the foreign market. That same year of 1973, it releases the first solo album, "Roberto Ribeiro".
In 1975, the same label released the double compact "Sucessos 4 sambas", in which Roberto Ribeiro played "Leonel / Leonor" (by Wilson Moreira and Neizinho). Later this year, the album "Molejo" was released, which emerged with the hits "Estrela de Madureira" (by Acyr Pimentel and Cardoso) and "Tender Love" (by Monarco) and drew critical attention. The following year, it was released "Arrasta Povo", LP which highlighted two major hits on radio stations throughout Brazil: "Tempo Ê" (by Zé Luiz and Nelson Rufino) and "Acreditar" (by Dona Ivone Lara and Délcio Carvalho) .
In 1977 he recorded the LP "Poeira Pura", which featured "Liberdade" (by Dona Ivone Lara and Délcio Carvalho). A year later, the album "Roberto Ribeiro" was released, which put it back on the bestselling albums, pulled by the hits "Every boy is a king" (by Nelson Rufino and Zé Luiz), "I loved too much" (by Flávio Moreira and Liette de Souza), "This is not the time" (by Catoni, Chiquinho and Xangô da Mangueira) and "My drama (Lady temptation)" (by Silas de Oliveira and J. Ilarindo) - this is also included in the soundtrack from the soap opera "Pai Hero", from Rede Globo. In 1979, it was the turn of the LP of "Things of Life", which had among the most played "Empty" (by Nelson Rufino), also known at the time as "Something is missing in me", and "Sharing" ( by Romildo and Sérgio Fonseca) [lacks sources]
In the early 1980s, Roberto recorded "Speak My People". In this 1980 LP, there were some compositions of his own such as "Vem" (partnership with Toninho Nascimento) and hits such as "Just Cry Who Loves" (by Wilson Moreira and Nei Lopes) and "Who Profited Me" (Monarco). In 1981, was released "Mass, race and emotion", with the success "Santa Clara Clareou" (by Zé Baiano do Salgueiro).
On May 1, 1981 performs participation in TV Globo special: Great Names - Luiz Gonzaga Jr., in which he sings in partnership with the honoree (Gonzaguinha) the following songs: Fala Brasil and E Vamos A Luta (authored by Gonzaguinha himself) ).
In 1983, the album "Roberto Ribeiro" was released, with the success "Algemas" (partnership with Toninho Nascimento). In 1984, in his LP "De Palmares ao tambourine", he was successful with "Lágrima Morena" (another partnership with Toninho Nascimento). That year he participated in Aniceto do Império's "Partido Alto nota 10" album, in which they performed in duet the track "Chega Slow", written by Aniceto do Império.
In 1985, the LP "Chain of Steel" was released, with the participation of Chico Buarque de Hollanda in the song "Who saw you, who sees you" (by Chico himself) and Nei Lopes in "Malandros maneiros" ( Nei Lopes and Zé Luiz). In 1987, Roberto Ribeiro recorded the album "Sorri pra Vida", succeeding with the track "Ingrata Paixão" (by Mauro Diniz, Adílson Victor and Ratinho) and, a year later, "Roberto Ribeiro", which featured the special participation. Alcione on the track "Mel pra meu dor" (by Nelson Rufino and Avelino Borges) and Grupo Raça in "Malandro mais um" (by Ronaldinho and Carlos Moraes).
He began to suffer from a very serious eye problem and, in January 1996, was killed by a car hit in the Jacarepaguá neighborhood of Rio de Janeiro. Lost an eye from fungal contamination aggravated by diabetes).
A year earlier, in 1995, EMI-Odeon released the collection "The Talent of Roberto Ribeiro", in which he compiled 22 hits from his various albums. That year Roberto had participated in the album "Clara Nunes with Life", produced by Paulo César Pinheiro, in which he performed (with his added voice later) a duet with Clara Nunes, "Coisa da Antiga" (by Wilson Moreira and Nei Lopes). ).
His life was told in a book by his own wife, Liette de Souza Maciel, entitled "Ten years of longing."

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Los Indios Tabajaras - Discografia Completa

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A trajetória dos Índios Tabajaras dificilmente encontrará paralelo com qualquer outra pessoa, vindo de onde vieram e alcançando, no chamado mundo civilizado, o que alcançaram. Tudo pareceria a criação de um delirante ficcionista, não fosse a mais concreta realidade.
Primeiro, por suas origens. São índios brasileiros autênticos, da raça tupi-tabajara, nascidos na remota e agreste serra de Ibiapaba, dentro do então isolado município cearense de Tianguá, na divisa com o Piauí.
Na língua tupi, receberam os nomes de Mussaperê e Herundy, que significam O Terceiro e O Quarto, pois estavam nessa ordem de nascimento dos filhos do cacique Ubajara, ou Senhor das Águas, ao todo trinta e quatro irmãos.
Levados com a família pelo tenente Hildebrando Moreira Lima para a serra do Cariri, recebem dele nomes de branco: Antenor Moreira Lima (Mussaperê) e Natalício Moreira Lima (Herundy). Ouvindo seu canto em tupi, já que não falavam o português, o tenente reconhece neles qualidades para eventualmente tentar a sorte no sul do Brasil.
Do Cariri, em 1933, partem caminhando a pé, com o sonho de chegarem ao Rio de Janeiro, então a capital do Brasil, a milhares de quilômetros de distância. São nessa ocasião dezesseis índios, os pais e quatorze filhos. As dificuldades durante a marcha são imensas. Chegam primeiramente a Pernambuco, depois a Alagoas e à Bahia. Numa feira do Nordeste, compram uma velha viola e vão aprendendo os primeiros acordes sozinhos, como podiam. Mesmo assim tem de trocá-la, num momento de necessidade, por uma cuia de feijão.
Na capital baiana, Salvador, conseguem receber a proteção do governador, que lhes fornece passagens gratuitas para o Rio de Janeiro, onde chegam no início de 1937. Mais de três anos já se tinham transcorrido desde a decisão de conhecer a Cidade Maravilhosa.
Desembarcaram do navio Almirante Jaceguai e, devido a uma reportagem de jornal dando notícia da odisseia, são acolhidos pelo Albergue Leão XIII. Mussaperê e Herundy, dedilhando a viola e o violão e entoando cantos indígenas, mas com roupas de branco, passam logo a se apresentar nas feiras-livres, até que são levados para a Casa de Caboclo, um teatrinho voltado para a cultura regional brasileira. Não foram, porém, bem sucedidos, talvez porque procurassem negar que eram índios, não obstante o aspecto físico não deixar nenhuma dúvida sobre sua origem.
Além disso, quase nada falavam do português, por conseguinte analfabetos, acima de tudo amedrontados, porque muito ingenuamente, acreditaram em alguém que lhes disse que, no Rio de Janeiro, caso descobrissem que eram índios, seriam imediatamente mortos! Demoraram, por isso, mais tempo para se adaptarem aos costumes da cidade grande.
Outra oportunidade apareceria através de um contrato oferecido pelo apresentador radiofônico Paulo Roberto, para cantarem na Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, em 1942, com a condição expressa de fazerem publicidade de sua verdadeira origem, um fator positivo de interesse e não negativo como julgavam. Os Irmãos Tabajara são dois bugres...fazendo sucesso no rádio carioca. São interessantíssimos no gênero que aprenderam naturalmente, quando não pensavam em cantar no rádio. Artistas por índole, dedilham magistralmente a viola e o violão, arrancando das cordas efeitos de grande beleza e emotividade - publicava a revista Carioca, de 25.7.1942.
Passam a atuar também nos cassinos da Urca e da Pampulha, em Belo Horizonte. Em 1944, vão a São Paulo para, em seguida, empreenderem uma longa temporada por toda a América Latina, que se estenderá até 1949. Começam pela Argentina, onde o sucesso foi grande e depois rumam para o Chile, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Cuba e México. Às vezes só ganhavam o suficiente para a alimentação e o prosseguimento da viajem.
Mussaperê já vinha se interessando pelos autores clássicos: Beethoven, Bach, Litzt, Mozart e outros grandes mestres. Quando chegam ao México ainda só sabiam tocar de ouvido, sem nenhum conhecimento teórico musical. Num espetáculo, são apresentados pelo ator mexicano Ricardo Montalbán como "analfabetos musicais", um modo peculiar encontrado para dizer que, apesar disso, tocavam bem, mas que os acabou instigando a aprender música.
Mussaperê volta para Caracas e toma lições com Francisco Christancho, maestro da sinfônica da capital venezuelana, e prossegue seus estudos no Brasil. Herundy, por sua vez, volta a Buenos Aires, onde compra uma casa, e também passa a se dedicar ao estudo da música e do canto.
EUROPA
Dois anos depois, reúnem-se novamente e partem para uma excursão à Europa. A música clássica passa então a predominar em seu repertório. Tornam-se respeitados em vários países como intérpretes de Tchaikovsky, Sibelius, Targa, Falla, Villa-Lobos, Chopin e outros. As adaptações instrumentais são feitas por Mussaperê, que as passa para o irmão. Incluem também em seus espetáculos músicas folclóricas europeias, cantando-as nos diversos idiomas, sempre com os maiores aplausos do público e a melhor crítica, a ponto de terem a agenda tão cheia de compromissos que têm de recusar muitos convites.
Foi uma demorada excursão que terminaria em Madri, onde o êxito não foi menor. No retorno ao Brasil, no entanto, sentiram que não passavam de uns ilustres desconhecidos e que a música que faziam não correspondia ao interesse das gravadoras e das emissoras. É quando fazem três discos na gravadora Continental, lançados em 1953/54: Tambor Índio/Acara Cary (16.869), Pássaro Campana/Fiesta Linda (16.913) e Te Besaré/Te Quiero Mucho Más (16.972).
AMÉRICA
Cientes de que santo de casa não faz milagre, como diz o ditado, partem, em 1954, para uma nova excursão pelo exterior, a fim de se exibirem inicialmente no Rádio City de Nova Iorque, precedida de uma pequena temporada em Cuba. Gravam, em 1957, na RCA Victor americana, um Lp. chamado Sweet and Savage (Doce e Selvagem), no qual incluem o bolero Maria Helena, de Lorenzo Barcelata, melodias brasileiras e outros standars latinos, que todavia passa despercebido.
Voltam ao Brasil, encetando nova tentativa de penetrar no mundo artístico de sua terra. Não obtendo a mesma aceitação do exterior, resolvem encerrar as atividades artísticas. Como as economias feitas, efetuam a compra de uma propriedade rural na localidade de Araruama, distante cerca de cem quilômetros do Rio de Janeiro, com mais da metade da área coberta por mata virgem. Com a maioria dos trinta e quatro irmãos, fazem da agricultura seu novo meio de existência, procurando reproduzir a vida tribal de sua infância no contato com a natureza.
O RETORNO
Estavam nessa vida anônima e calma, quando a mão do destino começou a agir. No verão de 1963, um produtor da Rádio WNEW, de Nova Iorque, para fazer o fundo musical de um programa humorístico, procura na discoteca da emissora uma música instrumental qualquer. Experimenta daqui e dali e, por acaso, puxa da prateleira justamente o Lp. Sweet and Savage, encontrando logo na primeira faixa em Maria Helena, o que estava querendo.
Assim, diariamente, o fox Maria Helena foi sendo tocado nesse programa de grande audiência. Não tardaria muito para que muitos ouvintes fossem se encantando e passassem a indagar quem eram aqueles grandes instrumentistas e como poderiam adquirir o disco.
Esses pedidos eram encaminhados à R.C.A. Victor, que, dado o volume das cartas, mandou editar um compacto simples, que, para sua surpresa, começou a ser vendido em todos os Estados Unidos em números impressionantes, a ponto de alcançar o 4º lugar no hit parade! Daí para o relançamento do Sweet and Savage, aquele de 1957, foi um passo. Resultado: 2º lugar entre os estéreos e 4º lugar entre os monos no ano de 1963!
Os executivos da R.C.A. Victor, diante de fatos tão inacreditáveis, comunicaram-se com sua filial do Rio de Janeiro, com a ordem expressa de que aqueles índios fossem localizados e embarcados imediatamente para Nova Iorque, pois queriam produzir com eles novos discos.
Encontrá-los, porém não foi nada fácil. Ninguém sabia onde tinham se escondido. Por fim, são encontrados no seu retirado sítio de Araruama, às margens da lagoa do mesmo nome.
Pensávamos que fosse brincadeira. Só acreditamos mesmo quando recebemos a passagem de ida-e-volta e ajuda de custo para seguir com destino a Nova Iorque com tudo pago...Ficamos hospedados nos melhores hotéis e só não gostamos mesmo foi do tal caviar servido todos os dias contava Mussaperê.
Em apenas trinta e seis dias, gravam em Nova Iorque dois Lps. e dois compactos, com destaque especial para Moonlight and Shadows, Solamente Una Vez e Always In My Heart, tendo esta última vendido rapidamente 200 mil cópias e ido para o 3º lugar nas paradas.
Os convites para se apresentarem por todos os Estados Unidos não cessam de chegar, assim como para a Europa e o Japão, onde também se tornam ídolos. Em muitos concertos são acompanhados por orquestras filarmônicas. No início dos anos 70, já estão com 48 Lps. gravados e oito milhões de cópias vendidas.
Tudo parece mesmo criação de algum delirante ficcionista, mas é a vida real e fantástica de dois pobres índios, que de uma aldeia perdida numa serra brasileira, um dia iniciaram sua jornada, rumo ao sucesso internacional, caminhando a pé.
O texto acima não representa a biografia completa do artista, mas sim, partes importantes de sua vida e carreira.

The trajectory of Indians Tabajaras hardly find parallel with any other person, from where they came from and reaching in the so-called civilized world, which achieved. Everything would seem to create a delirious fiction writer, was not the most concrete reality.
First, by its origins. Are authentic Brazilian Indians of the Tupi-tabajara race, born in remote and harsh saw Ibiapaba within the then isolated Cearense municipality of Tianguá, on the border with Piauí.
In the Tupi language, they received the names of Mussaperê and Herundy, which means the Third and the Fourth, as they were in that birth order of the children of Ubajara cacique, or Lord of Waters, in all thirty-four brothers.
Taken with family by Lieutenant Hildebrand Moreira Lima to the hills of Cariri receive his white names: Antenor Moreira Lima (Mussaperê) and Natalício Moreira Lima (Herundy). Listening to her singing in Tupi, since they did not speak Portuguese, Lieutenant recognizes in them qualities to eventually try their luck in southern Brazil.
Cariri in 1933, leave walking on foot, with the dream of reaching the Rio de Janeiro, then the capital of Brazil, thousands of kilometers away. Are at that time sixteen Indians, parents and fourteen children. The difficulties in movement are immense. They arrive first to Pernambuco, then Alagoas and Bahia. A fair in the Northeast, buy an old guitar and they learn the first chords alone, as they could. Still you have to change it in a moment of need, a bean bowl.
In Salvador, Salvador, can receive the protection of the governor, who provides them with free tickets to Rio de Janeiro, where they arrive in early 1937. More than three years have elapsed since the decision had to know the Marvelous City.
Disembarked from the ship Almirante Jaceguai and due to a newspaper report giving news Odyssey, are welcomed by Hostel Leo XIII. Mussaperê and Herundy, strumming the guitar and the guitar and singing Indian songs, but with white clothing, then go on to present at fairs-free until they are taken to the Casa de Caboclo a playhouse facing the Brazilian regional culture. There were, however, successful, perhaps because they seek to deny that they were Indians, despite the physical aspect leave no doubt about its origin.
Moreover, almost nothing spoke Portuguese, therefore illiterate, above all frightened because very naively believed someone who told them that in Rio de Janeiro, where they found out that they were Indians, would be killed immediately! They slow, so more time to adapt to the customs of the big city.
Another opportunity would appear through a contract offered by radio presenter Paulo Roberto, to sing on Radio Cruzeiro do Sul, in Rio de Janeiro in 1942, with the express condition to advertise their true origin, a positive factor of interest and not negative as they thought. The Tabajara Brothers are two buggies ... making success in Rio radio. Are very interesting in the genre have learned naturally, when they did not think to sing on the radio. Artists by nature, masterfully strum the guitar and the guitar, plucking the strings effects of great beauty and emotionality - published the Carioca magazine from 25.07.1942.
They begin to also act in the casinos of Urca and Pampulha in Belo Horizonte. In 1944, they go to Sao Paulo to then undertake a long season throughout Latin America, which will last until 1949. They begin by Argentina, where success was great and then head for Chile, Peru, Ecuador, Colombia, Venezuela, Cuba and Mexico. Sometimes only they earned enough for food and the continuation of the journey.
Mussaperê had already been interested by classical authors: Beethoven, Bach, Litzt, Mozart and other great masters. When they arrive to Mexico still only could play by ear without any musical theoretical knowledge. A spectacle, are presented by the Mexican actor Ricardo Montalbán as "musical illiterates," a peculiar way found to say that nevertheless played well, but that ended up instigating learning music.
Mussaperê back to Caracas and take lessons with Francisco Christancho, conductor of the symphony of the Venezuelan capital, and continued his studies in Brazil. Herundy, turn back to Buenos Aires, where buying a house, and also happens to be devoted to the study of music and song.
EUROPE
Two years later, they meet again and depart for a tour to Europe. Classical music then begins to predominate in his repertoire. They become respected in many countries such as Tchaikovsky interpreters, Sibelius, Targa, Falla, Villa-Lobos, Chopin and others. The instrumental adaptations are made by Mussaperê, that goes to his brother. also include in their shows European folk songs, singing them in different languages, always with the greatest applause from the audience and the best critical to the point of having the agenda so full of commitments that have to refuse many invitations.
It was a long tour would end in Madrid, where success was no less. Returning to Brazil, however, they felt that there were only a few illustrious unknown and that the music did not correspond to the interests of record companies and broadcasters. It is when they make three albums in the Continental label, launched in 1953/54: Drum Indian / Acara Cary (16,869), Campana Bird / Fiesta Linda (16,913) and Te Besaré / Te Quiero Mucho Más (16,972).
AMERICA
Aware that house saint does not do miracles, as the saying goes, leave in 1954 for a new tour of the exterior, in order to initially exhibit at Radio City in New York, preceded by a short stay in Cuba. They record in 1957 on RCA Victor American, one Lp. called Sweet and Savage (Sweet and Wild), which include the bolero Maria Helena, Lorenzo Barcelata, Brazilian and other Latin tunes standars, which still goes unnoticed.
Return to Brazil, engaging new attempt to break into the art world of his land. Not getting the same acceptance from abroad, decide to terminate the artistic activities. As the savings made, perform the purchase of a farm in the town of Araruama, distant about one hundred kilometers from Rio de Janeiro, with more than half of the area covered by virgin forest. With most of the thirty-four brothers, make agriculture their new way of life, trying to reproduce the tribal life of his childhood in contact with nature.
THE COMEBACK
They were in this anonymous and quiet life, when the hand of fate began to act. In the summer of 1963, a producer of Radio WNEW, New York, to the background music of a comedy show, looking at the network of disco instrumental music whatsoever. Try here and there and, by chance, pull the shelf just the Lp. Sweet and Savage, finding just the first track in Maria Helena, which was wanting.
So every day, the fox Maria Helena was being played this premium program. Not too be long so that many listeners were delighting and to begin to ask who those great musicians and how they could get the disc.
These requests were sent to R.C.A. Victor, that given the volume of letters sent edit a simple compact, which, to his surprise, began to be sold in the United States in impressive numbers, to the point of reaching the 4th place in the hit parade! Hence for the revival of Sweet and Savage, that 1957 was a step. Result: 2nd place among stereos and 4th place among the monos in 1963!
Executives R.C.A. Victor, before as unbelievable facts, communicated with a subsidiary of Rio de Janeiro, with the express order that those Indians were located and immediately shipped to New York because they wanted to produce them with new discs.
Find them, but it was not easy. No one knew where they had been hiding. Finally, they are found in its withdrawn Araruama site, the pond banks of the same name.
We thought it was a joke. Only believe it when we receive passing round-trip and per diem to follow bound for New York with all expenses paid ... We were staying in the best hotels and just not like it was from such caviar served every day had Mussaperê .
In only thirty-six days recording in New York two LPs. and two compact, with special emphasis on Moonlight and Shadows, Solamente Una Vez and Always In My Heart, the latter quickly sold 200,000 copies and gone to 3rd place on the charts.
Invitations to submit by the United States do not cease to arrive, as well as to Europe and Japan, where also become idols. In many concerts are accompanied by philharmonic orchestras. In the early 70s, already with 48 LPs. recorded eight million copies sold.
Everything seems even creating some delusional fiction writer, but it is the real and fantastic life of two poor Indians, that of a village lost in Brazil saw one day began their journey towards international success, walking on foot.
The above is not a complete biography of the artist, but important parts of your life and career.

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Jacob do Bandolim - 16 Discos.

* 14/2/1918 Rio de Janeiro, RJ
+ 13/8/1969 Rio de Janeiro, RJ

Filho único de Francisco Gomes Bittencourt, farmacêutico, nascido em Cachoeiro de Itapemirim e de Rackel Pick, de nacionalidade russa ou polaca, com ascendência judaica. Nasceu no bairro carioca de Laranjeiras. Cursou o primário na Escola Deodoro, situada no bairro da Glória. O curso de admissão foi realizado no atual Colégio Cruzeiro, na época denominado Deutsch Schule (Escola Alemã). Posteriormente transferiu-se para a British American School (atual Colégio Anglo-Americano de Botafogo), onde cursou o 1º ginasial e o comercial completo). Em 1935, iniciou o curso de perito contador no Instituto Brasileiro de Contabilidade. Despertou para a música por volta dos 12 anos de idade, época em que tocava gaita para os colegas da escola. Seu primeiro instrumento foi um violino, que pediu à mãe ao ouvir um vizinho francês que executava o instrumento. Não se adaptando ao uso do arco, passou a tocá-lo com o auxílio de grampos de cabelo. Foi então, que uma amiga de sua mãe explicou que havia um instrumento próprio para esse tipo de execução, e assim o bandolim entrou em sua vida. Durante toda a década de 1930, se dividiu entre a música e diversos trabalhos: foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Em 1940, casou-se com Adylia Freitas com quem teve dois filhos: Helena e Sérgio Bittencourt que o homenageou no samba póstumo "Naquela mesa" ("Naquela mesa tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim"), sucesso na voz de Elizeth Cardoso.


The only son of Francisco Gomes Bittencourt, a pharmacist, born in Cachoeiro de Itapemirim and Rackel Pick, of Russian or Polish nationality, with Jewish ancestry. He was born in the Carioca district of Laranjeiras. He attended primary school in the Deodoro School, located in the neighborhood of Glória. The admission course was held at the current Cruzeiro College, at the time called Deutsch Schule (German School). Later it transferred to British American School (current Anglo-American College of Botafogo), where it attended the 1 gymnasium and the complete commercial). In 1935, he began the course of accountant at the Brazilian Institute of Accounting. He awoke to music around the age of 12, when he played harmonica for his classmates. His first instrument was a violin, which asked his mother to listen to a French neighbor who played the instrument. Not adapting to the use of the bow, he began to touch it with the aid of hair clips. It was then that a friend of her mother explained that there was a proper instrument for this type of execution, and so the mandolin came into your life. Throughout the 1930s, he was divided between music and various works: he was a salesman, a practicing pharmacy, an insurance broker, a merchant and a police officer, a position he held until he died. Because he was not financially dependent on music, he was able to play and compose with more freedom, without pressure from record companies or publishers. In 1940, he married Adylia Freitas with whom he had two children: Helena and Sérgio Bittencourt, who honored him in the posthumous samba "At that table" ("At that table he is missing him / and his longing is aching in me"), success in the voice of Elizeth Cardoso.


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Gordurinha - Discografia

Waldeck Artur de Macedo (Salvador, 10 de agosto de 1922 – Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1969) foi um humorista, compositor, radialista e cantor brasileiro.
Ficou mais conhecido como Gordurinha, apelido recebido quando ainda trabalhava na Rádio Sociedade da Bahia uma ironia ante a sua magreza.
Fossem os curiosos tentar advinhar-lhe o físico pelo apelido e Gordurinha seria até hoje mais um enigma na história da música popular brasileira. Magro na juventude, Waldeck Artur de Macêdo, nascido no bairro da Saúde, em Salvador, no dia 10 de agosto de 1922, ganhou seu apelido em 1938, quando já trabalhava na Rádio Sociedade da Bahia.
Do seu repúdio à colonização americana, epitomizada pela goma sde mascar nasceu o bebop samba, Chiclete com Banana , em parceria com Almira Castilho, que acabou por pronunciar o tropicalismo ao sugerir antropofagicamente na letra

"Só boto bebop no meu samba
quando o Tio Sam pegar no tamborim/
quando ele entender que o samba não é rumba”.

Ele mesmo chegou a gravar, como que a tirar um sarro um rock entitulado “Tô doido para ficar maluco”.
Mas não foi só de glória e reconhecimento tardio a vida deste que, ao lado do Trio Nordestino, iria se transformar no baluarte do forró na Bahia. Sua estréia no mundo da música se deu em 1938, quando fez parte do conjunto vocal “Caídos do céu” que se apresentava na Rádio Sociedade da Bahia, fazendo logo depois par cômico com o compositor Dulphe Cruz. Logo se destacou pelo seu dom de humorista e pelo sarcasmo que iria ser disseminado em suas letras anos mais tarde.
Em 1942, cansado de tentar conciliar estudo e sessões de rádio, tomou a decisão se debateu com um dilema conhecido de muitos : medicina ou carreira artistica ? Como seus discípulos Zé Ramalho e Fred Dantas, Gordurinha caiu fora desse estória de clinicar. Largou a Faculdade de Medicina e seguiu sua sina de cigarra.
Os passos iniciais seriam dados numa Companhia Teatral. Caiu na estrada, mambembeando e povoando de música e pantomimas outras plagas.
Seu próximo passo seria um contrato na Rádio Jornal de Comércio, em Recife, em 1951. Depois, o jovem compositor, humorista e intérprete Gordurinha passaria pela rádio Tamandaré onde conheceu o poeta Ascenso Ferreira, figura folclórica do recife, Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda. Estes dois últimos gravariam em primeira mão várias das suas composições
Em 1952 partiu para o Rio de Janeiro onde penou sofrendo gozações preconceituosas. Sublimando estes pormenores, conseguiu trabalhar nos programas Varandão da Casa Grande, na Rádio Nacional, e Café sem Concerto as Radios Tupi e Nacional, duas das maiores do país, sempre fazendo tipos humorísticos. Ficou neste circuito até que almejou um sonho que já alimentava desde os magros dias do Recife; um contrato no mais importante mídia do Brasil na época: a Rádio Nacional.
“Meu enxoval”, um samba-coco em parceria com Jackson do Pandeiro seria um dos carros chefes do disco “forró do Jackson”, de 61. Outro que se daria bem com uma composição do baiano seria o forrozeiro paraense Ary Lobo (mais um dos artistas que o Brasil insiste em esquecer) que prenunciou o Mangue beat ao cantar:
Carangueijo-uçá, carangueijo-uçá

A apanho ele na lama
E boto no meu caçuá
Carangueijo bem gordo é gaiamum/
Cada corda de 10 eu dou mais um.

“Vendedor de carangueijo” seria gravado pela cantora Clara Nunes em 74 e por Gilberto Gil no seu “Quanta”, de 1997.



Waldeck Artur de Macedo (Salvador, August 10, 1922 - Rio de Janeiro, January 16, 1969) was a comedian, songwriter, radio broadcaster and Brazilian singer.

He was better known as Gordurinha, a nickname he received when he was still working on Rádio Sociedade da Bahia, an irony about his thinness.
The curious were to try to guess the physicist by his nickname and Gordurinha would be yet another enigma in the history of Brazilian popular music. Slender in youth, Waldeck Artur de Macêdo, born in the neighborhood of Health, in Salvador, on August 10, 1922, earned his nickname in 1938, when he was already working on Rádio Sociedade da Bahia.
From its repudiation to the American colonization, epitomized by gum sde mascar was born bebop samba, Chiclete with Banana, in partnership with Almira Castilho, who ended up pronouncing tropicalism by suggesting anthropophagically in the letter

"I only use bebop in my samba.
when Uncle Sam picks up the tambourine /
when he understands that samba is not rumba. "

He even got to record, as if to make fun of a rock titled "I'm crazy to go crazy".
But it was not only of glory and late recognition the life of this one that, next to the Trio Nordestino, would become the bastion of the forró in Bahia. His debut in the world of music occurred in 1938, when he was part of the vocal ensemble "Caídos do Céu", which appeared on Rádio Sociedade da Bahia, soon after comic pair with the composer Dulphe Cruz. Soon he stood out for his gift of humor and for the sarcasm that would be disseminated in his letters years later.
In 1942, tired of trying to reconcile study and radio sessions, he made the decision debated with a dilemma known to many: medicine or art career? Like his disciples Zé Ramalho and Fred Dantas, Gordurinha fell out of this story of practicing. He dropped out of medical school and followed his cicada.
The initial steps would be given in a Theater Company. He fell on the road, mambembeando and people of music and pantomimes other plagues.
His next step would be a contract at Radio Jornal de Comercio in Recife in 1951. Later, the young composer, comedian and interpreter Gordurinha would go to Tamandaré radio where he met the poet Ascenso Ferreira, a folkloric figure of the reef, Jackson do Pandeiro and Genival Lacerda . The latter two recorded firsthand several of his compositions
In 1952 he left for Rio de Janeiro where he suffered suffering from prejudices. Sublimando these details, managed to work in the Varandão programs of the Great House, in the National Radio, and Coffee without Concert the Radios Tupi and National, two of the largest of the country, always making humorous types. He stayed in this circuit until he longed for a dream that had already fed from the meager days of Recife; a contract in the most important media of Brazil at the time: the National Radio.
"My layette", a samba-coconut in partnership with Jackson do Pandeiro would be one of the leading cars of the disc "forró do Jackson", of 61. Another one that would fit well with a composition of the Bahian would be the Parairozeiro from Pará Ary Lobo (plus one of the artists that Brazil insists on forgetting) that foreshadowed the Mangue beat when singing:
Crab-uçá, crab-uçá

I'll get him in the mud.
And I put in my cuckoo
Crab very fat is gaiamum /
Each string of 10 I give one more.

"Crab seller" would be recorded by singer Clara Nunes in 74 and by Gilberto Gil in his "Quanta", 1997.

FONTE:
http://www.forroemvinil.com/desafio-quem-e-esse-3/

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quarta-feira, 21 de março de 2018

Joe Pass & Paulinho da Costa - Tudo Bem 1978 !


Trago a vocês este maravilhoso disco do guitarista americano, Joe Pass, reconhecidamente um dos maiores nomes do jazz internacional. 
Um guitarista dos mais interessantes, dono de um som cristalino e redondo nas cordas, que fez escola. 
Na verdade, pelo título do álbum, fica claro que se trata de um disco não apenas de Joe Pass, mas também do percussionista Paulinho da Costa e dos demais, Claudio Slon, Octavio Bailly, Oscar Castro Neves e Don Grusin, figurinhas emblemáticas do ‘latin jazz’ e outras bossas. 
Um álbum inspirado, com um repertório essencialmente de compositores brasileiros como Tom Jobim, Marcos Valle, Menescal e Boscoli, Luiz Bonfá e outros… 
Este lp foi lançado pela Pablo Records em 1978 e segundo o produtor, Norman Granz, a ideia da gravação veio depois que Joe Pass esteve no Brasil, no Carnaval de 77 e ficou encantado como os ritmos, principalmente o samba. 
Juntou-se à Paulinho da Costa, outro artista da mesma gravadora, considerado até então (e por eles americanos) o maior percussionista brasileiro. 
Este por sua vez recrutou os demais instrumentista, conhecedores nato (ou quase) da música brasileira. 
Todos, artistas tarimbados, brasileiros, americano e argentino. 
Segundo Norman, nas palavras de Joe Pass este foi o disco mais caloroso e melódico que ele gravou.

I bring you this wonderful album by American guitarist Joe Pass, admittedly one of the biggest names in international jazz.
A guitarist of the most interesting, owner of a crystalline and round sound in the ropes, that made school.
In fact, for the album title, it is clear that this is an album not only of Joe Pass, but also of percussionist Paulinho da Costa and others, Claudio Slon, Octavio Bailly, Oscar Castro Neves and Don Grusin, emblematic emblems of the ' latin jazz 'and other bossas.
An inspired album, with a repertoire essentially of Brazilian composers like Tom Jobim, Marcos Valle, Menescal and Boscoli, Luiz Bonfá and others ...
This LP was released by Pablo Records in 1978 and according to producer Norman Granz, the idea of ​​the recording came after Joe Pass was in Brazil at the Carnival of '77 and was delighted as the rhythms, especially samba.
He joined Paulinho da Costa, another artist from the same record company, considered until then (and by them Americans) the greatest Brazilian percussionist.
This in turn recruited the other instrumentalists, known connoisseurs (or almost) of Brazilian music.
All, Brazilian artists, Brazilian, American and Argentine.
According to Norman, in the words of Joe Pass this was the most warm and melodic record he recorded.


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segunda-feira, 19 de março de 2018

Anjos do Inferno - Discografia

Anjos do Inferno era o nome de um conjunto vocal e instrumental brasileiro de samba e marchinha de carnaval formado em 1934. 
O grupo teve diversas formações ao longo de quase 30 anos de existencia, mas mesmo assim conseguiu criar uma identidade sonora típica, devida principalmente ao pistom.
O nome veio como ironia à orquestra Diabos do Céu, dirigida por Pixinguinha e muito popular nos anos 30.
O auge da carreira dos Anjos do Inferno foi nos anos 40, na Época Ouro do Rádio.
Foram contratados pelas principais emissoras de rádio do Brasil, tocaram em cassinos e gravaram diversos sucessos de carnaval. Além de excursionar pela América Latina e Estados Unidos, onde tocou com Carmen Miranda. 
No total os Anjos do Inferno gravaram uns 86 discos (maioria de 78 RPM)  pelas gravadoras Columbia, Continental, Copacabana e RCA Victor.


Anjos do Inferno was the name of a Brazilian ensemble vocal and instrumental samba and carnival marchinha formed in 1934.
The group had diverse formations during almost 30 years of existence, but nevertheless managed to create a typical sound identity, due mainly to the piston.
The name came as an irony to the Diabos do Céu orchestra, directed by Pixinguinha and very popular in the 30's.
The peak of the career of the Angels of Hell was in the 1940s, in the Golden Age of Radio.
They were contracted by the main radio stations of Brazil, played in casinos and recorded several carnival successes. In addition to touring Latin America and the United States, where he played with Carmen Miranda.
In total, the Anjos do Inferno recorded some 86 records (majority of 78 RPM) by Columbia, Continental, Copacabana and RCA Victor.


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sexta-feira, 16 de março de 2018

Miltinho - 25 Discos

Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho, nasceu no Rio de Janeiro mo dia 31 de janeiro de 1928, é considerado um dos grandes cantores brasileiro de Samba.

Começou sua carreira na década de 40 como integrante de diversos grupos vocais: Anjos do Inferno (que chegou a viajar aos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda), Namorados da Lua, Quatro Ases e Um Curinga, Milionários do Ritmo, Cancioneiros do Luar. Na década de 60 lançou seu primeiro disco solo, "Um Novo Astro", iniciando uma carreira de enorme sucesso no início da década, marcada pela sua voz anasalada, afeita aos sambas de teleco-teco e às canções românticas. Se consagrou com o sucesso Mulher de 30. Com essa música ganhou muito dinheiro e o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época e de um filme estrelado por Mazzaropi. Recentemente havia lançado um CD com as participações de nomes como Chico Buarque, Elza Soares e Martinho da Vila, entre outros. 

Com a música “Mulher de 30”, Miltinho ganhou o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época.

No total, gravou mais de cem discos, mas na década de 70, com o declínio do seu gênero musical, saiu de cena nas grandes capitais, concentrando suas apresentações em cidades do interior.

O sambista também animou carnavais com marchinhas como "Nós os carecas". No aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD "Miltinho Convida", com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Já gravou também com Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta e Mariana Baltar. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão.

'Rei do Ritmo' "Mulata assanhada", “Palhaçada”, “O conde”, “Laranja madura”, “Volta” e “Menina moça” são outros de seus sucessos, que lhe renderam o apelido de "Rei do Ritmo". "A vida, a meu ver, como ritmista, é um ritmo. Você tem ritmo para andar, para pegar ônibus... Se bobear, tropeça e cai", disse o cantor em entrevista para o documentário "No tempo do Miltinho" (2008), de André Weller. "Eu não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba. O que me honra muito", definiu-se.

Também no filme, vencerdor do prêmio de melhor curta brasileiro no festival É Tudo Verdade de 2009, Elza Soares, uma de suas parceiras, elogia: "A divisão de Miltinho, acho que ele tem ritmo até na ponta da orelha (...) Para mim, ele é único."

De acordo com a filha de Miltinho, ele havia parado de fazer shows há quatro anos, desde quando foi diagnosticado com princípio do mal de Alzheimer. Miltiño

Em 7 de setembro de 2014, morreu aos 86 anos vítima de uma parada cardíaca, no Hospital do Amparo, zona norte do Rio. O cantor deixou uma prole de canções, que montam o grande legado do samba no Brasil.


Milton Santos de Almeida, known as Miltinho, was born in Rio de Janeiro on January 31, 1928. He is considered one of the great Brazilian singers of Samba.

He began his career in the 1940s as a member of several vocal groups: Anjos do Inferno (who traveled to the United States with Carmen Miranda), Valentine of the Moon, Four Aces and a Wildcat, Millionaires of the Rhythm, Song of the Moon. In the 60's he released his first solo album, "A New Astro", beginning a career of great success in the beginning of the decade, marked by his nasal voice, shaved to the sambas of teleco-teco and the romantic songs. It consecrated with the successful Woman of 30. With this song it gained a lot of money and the recognition of the public. It received several prizes, participated in the main programs of television of the time and of a film starring Mazzaropi. Recently he had released a CD with the participation of names like Chico Buarque, Elza Soares and Martinho da Vila, among others.

With the song "Woman of 30", Miltinho gained the recognition of the public. It received several awards, participated in the main programs of television of the time.

In total, he recorded more than one hundred records, but in the 70's, with the decline of his musical genre, he left the scene in the big capitals, concentrating his presentations in cities of the interior.

The sambista also animated carnivals with marches like "We the bald ones". On his 70th birthday, in 1998, he released the CD "Miltinho Convida", with a cast of some of his avowed apprentices, such as João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, among others. He has also recorded with Zeca Pagodinho, Elza Soares, Martinho da Vila, Ed Motta and Mariana Baltar. As an interpreter, he launched João Nogueira and Luiz Ayrão.

"King of the Rhythm", "Mulata assanhada", "Palhaçada", "O Conde", "Mature Orange", "Volta" and "Menina joven" are other successes, which earned him the nickname "King of Rhythm". "Life, in my view, as a rhythmist, is a rhythm. You have rhythm to walk, to catch a bus ... If you swear, you stumble and fall," said the singer in an interview for the documentary "No Milito" ( 2008) by André Weller. "I'm not a star of anything, I'm just a mere samba singer, which honors me a lot," he said.

Also in the film, winner of the best Brazilian short award at the festival É Tudo Verdade 2009, Elza Soares, one of his partners, praises: "Miltinho's division, I think it has rhythm up to the tip of the ear. For me, he's unique. "

According to Miltinho's daughter, he had stopped playing shows four years ago, since when he was diagnosed with Alzheimer's disease. Miltiño

On September 7, 2014, he died at the age of 86, a victim of a cardiac arrest, at the Hospital do Amparo, north of Rio. The singer left a bunch of songs, which set the great legacy of samba in Brazil.
1960 O Diploma do Astro
1960 Um Novo Astro
1961 Compacto Duplo
1961 Miltinho É Samba
1962 Miltinho – Compacto
1962 Poema do Olhar
1963 Bossa & Balanço
1963 Depois de Ti – Compacto
1963 Eu... Miltinho
1965 Ao Vivo
1966 Samba +  Samba = Miltinho
1967 Elza, Miltinho e Samba
1967 Quanto Mais Samba Melhor
1968 As Mulheres de Miltinho
1968 Elza, Miltinho e Samba vol. 2
1968 Os Grandes Successos de Miltinho Vol 2
1969 Elza, Mitinho e Samba vol. 3
1969 Samba & Cia
1970 Miltinho E A Seresta
1970 Dóris, Miltinho e Charme Vol. 1
1971 Doris, Miltinho e Charme, Vol. 2
1972 Dóris, Miltinho e Charme Vol.3
1973 Dóris, Miltinho e Charme Vol. 4
1986 New Malemolência
1998 Miltinho Convida

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terça-feira, 13 de março de 2018

Sebastião Tapajós - 40 Discos

É com maior prazer que vimos disponibilizar 40 discos maravilhosos do grande mestre Sebastião Tapajós e o melhor, com a autorização do próprio artista.

Sebastião Tapajós Pena Marcião nasceu no dia 16 de abril de 1942 na cidade de Alenquer  PA, é um grandes violonistas  e compositores brasileiro. 

Nascido em Alenquer, mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D'Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

Tapajós é um músico consagrado na Europa, onde se apresentou um sem-número de vezes durante as últimas décadas, particularmente na Alemanha, e já lançou mais de cinquenta discos. Tendo uma sólida carreira internacional, o violonista vem realizando todos os anos pelo menos duas turnês internacionais. Vários de seus discos têm sido relançados em CD em vários países.

Em 2005 estreou, ao lado da bailarina Carmen Del Rio, o espetáculo O Violão e a Bailarina, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro. O show contou com a participação especial do contrabaixista paraense Ney Conceição.
Além de sua obra como instrumentista, é autor de várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale e outros compositores.
Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber e Cristina Caetano, entre outros.

Segundo V. A. Bezerra "o estilo de tocar de Sebastião Tapajós é vigoroso e incisivo, e o som que tira do instrumento é cheio e encorpado. Ele gosta de utilizar efeitos percussivos, variações de timbre (do som mais doce, tocando próximo à boca do instrumento, ao mais metálico, próximo ao cavalete do instrumento), sons harmônicos, repetição ritmada de acordes em ostinato e outros recursos."

Nos últimos anos, o violonista tem demonstrado um vigor impressionante compondo um grande número de novas obras, experimentando novas estéticas e revisando sua vasta produção. Em 2010 fez a direção artística do CD Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Em seguida, em 2011, produziu e lançou os Cds Cordas do Tapajós e Conversas de Violões, com o amigo e parceiro Sérgio Ábalos. Já em 2012 lançou Suíte das Amazonas e remasterizou o clássico Painel, uma de suas obras mais conhecidas em todo o mundo. Em 2013 lançou e realizou turnê nacional com o CD Da Lapa ao Mascote, e lançou o DVD Sebastião Tapajós e amigos solistas (2013).

Em 16 de maio de 2013, Sebastião Tapajós recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Ainda no mesmo ano, em 11 de novembro de 2013, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). 

Sebastião Tapajós vive hoje em Santarém, no Pará casado com Tanya Maria sua atual esposa.


It is with great pleasure that we have released 40 wonderful records of the great maestro Sebastião Tapajós and the best, with the permission of the artist himself.

Sebastião Tapajós Pena Marcião was born on April 16, 1942 in the city of Alenquer PA, is a great Brazilian guitarist and composer.

Born in Alenquer, he moved to Santarem, still small. He began as a child studying guitar. In 1964 he went to study in Europe. He graduated from the National Conservatory of Music in Lisbon, Portugal. In Spain, he studied guitar with Emilio Pujol and studied the Instituto de Cultura Hispánica. Performed recitals in these two countries. Returning to Brazil, he received the classic guitar chair of the Carlos Gomes Conservatory of Belém, where he taught until July 1967.

Throughout his career, the artist has played with well-known MPB names such as Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn and Joel do Bandolim, and international artists such as Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson and Paquito D'Rivera.

In 1998 he composed the soundtrack for the feature film Lendas Amazônicas.

Tapajós is a renowned musician in Europe, where he performed a number of times during the last decades, particularly in Germany, and has released more than fifty albums. Having a solid international career, the guitarist has been performing at least two international tours every year. Several of his albums have been re-released on CD in several countries.

In 2005 he premiered, alongside the dancer Carmen Del Rio, the show O Violão and Bailarina, at the Gávea Shopping Center, in Rio de Janeiro. The show had the special participation of the Paraguayan bassist Ney Conceição.

In addition to his work as an instrumentalist, he is the author of several songs, in partnership with Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale and other composers.

They consist of the list of the interpreters of his songs artists like Emilio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber and Cristina Caetano, among others.
According to VA Bezerra, Sebastião Tapajós's style of playing is vigorous and incisive, and the sound that he takes from the instrument is full and full-bodied. He likes to use percussive effects, timbre variations (of the sweetest sound, playing near the mouth of the instrument , to the more metallic, next to the easel of the instrument), harmonic sounds, rhythmic repetition of chords in ostinato and other resources.

In recent years, the guitarist has shown impressive stamina by composing a large number of new works, experimenting with new aesthetics and revising his vast output. In 2010 made the artistic direction of the CD Cristina Caetano plays Sebastião Tapajós and Partners. Then in 2011, he produced and released the Cords of the Tapajós and Guitar Chords, with his friend and partner Sérgio Ábalos. Already in 2012, he launched Amazons Suite and remastered the classic Panel, one of his best known works around the world. In 2013 he launched and performed national tour with the CD Da Lapa ao Mascote, and released the DVD Sebastião Tapajós and solo friends (2013).

On May 16, 2013, Sebastião Tapajós received the honorary doctorate degree from the State University of Pará (UEPA). Also in the same year, on November 11, 2013, he received the honorary doctorate degree from the Federal University of the West of Pará (UFOPA).

Sebastião Tapajós lives today in Santarém, in Pará married to his current wife Tanya Maria.

Discos

1964 O violão e Tapajós
1969 Sebastião Tapajós e Sua Guitarra Cósmica
1972 Sebastiao Tapajos & Pedro Dos Santos Vol.1
1972 Sebastião Tapajós & Pedro dos Santos  Vol.2
1973 Bienvenido
1973 TAP
1974 Guitarra Fantastica
1975 Sebastião Tapajós & Heloisa Raso - Samba, viola e eu
1979 Violão & Amigos
1979 Xingu - Sebastião Tapajós, Pedro Sorongo e Djalma Correa
1982 Guitarra criolla
1982 Zimbo Convida Sebastião Tapajós
1984 Lua, Joa (Europa) / 1984 Sebastião Tapajós e Mauricio Einhorn - Lua, Joá
1986 Painel
1986 Visões do nordeste
1987 Villa-Lobos
1988 Sebastião Tapajós & Gilson Peranzzetta - Lado a Lado
1989 Brasilidade
1994 Romanza
1997 Amazônia Brasileira - com Nilson Chaves
1997 Ontem e Sempre
1997 Sebastião Tapajós e Gilson Peranzzetta -  Afinidades
1997 Virtuoso
1998  Interpreta Radamés Gnattali & Guerra-Peixe
1998 Sebastião Tapajós & Jane Duboc  - Da minha terra
1999 Altamiro Carrilho - Gilson Peranzetta - Mauricio Einhorn - Sebastião Tapajós - Encontro De Solistas
1999 Lembrando Dilermando Reis
1999 Lendas Amazônicas-Instrumental Caboclo
2000 Solos da Amazonia
2000 Solos do Brasil
2000 Santa Río
2001 Valsas e Choros do Pará
2004 Brasil - El Arte de la Guitarra en Buenos Aires
2007 Ontem e depois
2011 Cordas Do Tapajos Vol. 1 & 2
2014 Violoes do Para Vol. 1 & 2
Tapajos & Friends - Sambas & Bossas on Guitar


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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Dinah Washington - 33 albuns & 4 box-sets

Dinah Washington, nome artístico de Ruth Lee Jones, foi uma cantora e pianista norte-americana, que tem sido considerada "a mais popular artista feminina negra dos anos 50".
Essencialmente uma vocalista de jazz, ela se apresentou e gravou uma ampla variedade de estilos, incluindo R&B e música pop tradicional e blues que lhe rendeu o título de "Rainha do Blues".
Dinah foi uma das homenageadas do Alabama Jazz Hall of Fame de 1986, foi introduzida ao Rock and Roll Hall of Fame em 1993.

Dinah nasceu em 29 de agosto de 1924, em Tuscaloosa, Alabama. 
Seu pai, Ollie Jones, era um jogador de apostas profissional que raramente estava em casa, deixando sua mãe, Alice, para cuidar e criar quatro filhos. 
A família se mudou para Chicago quando Ruth tinha então quatro anos e já tocava piano e cantava na Igreja Batista de St. Luke, com sua mãe. 
Aos quinze anos, ganhou o primeiro prêmio em uma competição de canto amador, no Teatro Regal. 
No ano seguinte, a cantora Sallie Martin a contratou para cantar e tocar piano para seu grupo, o Sallie Martin Colored Ladies Quartet.
Dois anos depois, Dinah voltou ao circuito de clubes noturnos tocando piano no Three Deuces, um clube de jazz onde Billie Holiday estava se apresentando; lá foi encontrada por Lionel Hampton, que a sugeriu o nome artístico. 
Enquanto cantou com a banda de Hampton, Dinah começou a gravar blues. Em 1943, sua canções "Evil Gal Blues" e "Salty Papa Blues" tornaram-se hits entre o público afro-americano. Dois anos depois, "Blowton Blues", a única canção que gravou com Hampton, a tornou uma estrela do R&B.
Washington teve ao menos oito maridos e dois filhos. No final de sua carreira, tornou-se preocupada com seu peso; recém-casada com o jogador de futebol Dick "Night Train" Lane, ela adotou dietas rígidas que tiveram resultado fatal. 
Em 14 de dezembro de 1963, com então 39 anos, seu corpo foi encontrado em sua casa em Detroit. Ela havia morrido de overdose de álcool, sedativos e pílulas para emagrecimento. Encontra-se sepultada no Burr Oak Cemetery, Alsip, Illinois no Estados Unidos


Dinah Washington, the stage name of Ruth Lee Jones, was an American singer and pianist who has been considered "the most popular black female artist of the 1950s."
Essentially a jazz vocalist, she performed and recorded a wide variety of styles, including R & B and traditional pop music and blues that earned her the title "Queen of the Blues."
Dinah was one of the honorees of the Alabama Jazz Hall of Fame of 1986, was introduced to the Rock and Roll Hall of Fame in 1993.

Dinah was born on August 29, 1924 in Tuscaloosa, Alabama.
His father, Ollie Jones, was a professional gambler who was rarely at home, leaving his mother, Alice, to care for and raise four children.
The family moved to Chicago when Ruth was four and had already played the piano and sang at St. Luke's Baptist Church with her mother.
At age fifteen, he won the first prize in an amateur singing competition at the Regal Theater.
The following year, singer Sallie Martin hired her to sing and play piano for her group, the Sallie Martin Colored Ladies Quartet.
Two years later, Dinah returned to the night club circuit playing piano at Three Deuces, a jazz club where Billie Holiday was performing; there was found by Lionel Hampton, who suggested the artistic name.
While singing with the Hampton band, Dinah began recording blues. In 1943, his songs "Evil Gal Blues" and "Salty Papa Blues" became hits among the African-American public. Two years later, "Blowton Blues," the only song she recorded with Hampton, made her an R & B star.
Washington had at least eight husbands and two children. At the end of her career, she became worried about her weight; newly married to soccer player Dick "Night Train" Lane, she adopted stiff diets that had a fatal outcome.
On December 14, 1963, at the age of 39, his body was found at his home in Detroit. She had died of alcohol overdose, sedatives and slimming pills. She is buried in Burr Oak Cemetery, Alsip, Illinois in the United States.

Discografia / Discography (33 albuns & 4 box-sets):
1950: Dinah Washington (MG-25060) (compilation of previous 78s)
1952: Dynamic Dinah! - The Great Voice of Dinah Washington (compilation of previous 78s)
1952: Blazing Ballads (Compilation)
1954: After Hours with Miss "D"
1954: Dinah Jams
1955: For Those in Love
1956: Dinah!
1956: In the Land of Hi-Fi
1957: The Swingin' Miss "D"
1957: Dinah Washington Sings Fats Waller
1957: Music for a First Love
1958: Dinah Sings Bessie Smith
1958: Newport '58
1959: The Queen
1959: What a Diff'rence a Day Makes!
1959: Unforgettable
1960: The Two of Us (with Brook Benton)
1960: I Concentrate on You
1960: For Lonely Lovers
1961: September in the Rain
1962: Dinah '62
1962: In Love
1962: Drinking Again
1962: Tears and Laughter
1962: I Wanna Be Loved
1962: Late, Late Show
1963: Back to the Blues
1963: Dinah '63
1963: This Is My Story
1964: In Tribute
1964: The World of Dinah Washington (SR-25269) (Compilation)
1967: Dinah Discovered
2004: The Complete Dinah Washington on Mercury (Box-set, 1987–1989)
2004: The Complete Roulette Dinah Washington Sessions (Box-set, Mosaic Records)

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